Violência. Atos bárbaros comedidos. Pais assassinados por uma filha. Um casal de namorados mortos. Uma empregada doméstica espancada por jovens estudantes de Direito. Uma mulher atirada aos cachorros. Inúmeros são os exemplos de jovens agressores que, apesar de terem dinheiro, casa e família, são desprovidos de valores morais e de humanidade, são inconseqüentes e, acima de tudo, irresponsáveis. Agem como bichos, estão longe de serem seres sociais.
O que os move? Talvez sejam resultado de uma sociedade que banaliza a amizade, a solidariedade e o amor ao próximo e cultua a ambição, o dinheiro e o consumo; talvez a culpa deva recair sobre os pais que não souberam educar, não souberam corrigir e dizer o não na hora adequada; talvez sejam seres produzidos pelo mundo do álcool, da maconha, da cocaína, do crack ou do hecstasy; talvez pese a falta de aplicação da lei e a inexistência de uma punição realmente severa, que contemple casos tão brutais como os cometidos. O fato é que se perpetua o número de jovens criminosos, que parecem não estar satisfeitos com o conforto proporcionado pelos bens materiais e almejam mais: destruir vidas humanas. Podiam estar estudando, aprimorando-se como profissionais e servindo à sociedade. Infelizmente, partem para um lado obscuro e, sem piedade, roubam, matam e esquartejam.
Crimes hediondos cometidos por jovens da classe média e alta vêm se tornando comuns. A explicação é complexa. São resultado da falta de controles dos pais e da sociedade. A solução para eles: uma investida de valores, a imposição de limites e, sobretudo, a tomada de consciência de que não são animais.
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